10 Filmes de amor

“Mirábamos al Pacífico y yo citaba a Deleuze:
‘el mar es como el cine, una imagen en movimiento’.
Tú me decías: ‘no te hagas el intelectual, machito.
La única imagen en movimiento es el amor’”

(Paul B. Preciado relembrando uma conversa com Pedro Lemebel)

Os filmes:

Jacquot de Nantes: http://wp.me/p3AQCS-2X

O projeto:

Decidi que precisava voltar a escrever sobre cinema. É algo que fiz desde muito menina – desde os 11, 12 anos, creio. Sempre gostei de escrever, sempre me estimularam a escrever, em toda parte. E talvez o cinema seja meu assunto favorito desde sempre.

Escrevi muito sobre cinema especialmente na adolescência. Gosto de lembrar o meu trabalho final do ensino médio: era preciso escrever uma autobiografia, em qualquer estilo ou forma. Eu não escrevi exatamente críticas de cinema, mas crônicas (gênero que eu amo e que ainda começava a descobrir); crônicas de momentos e sentimentos corriqueiros da minha vida até ali; e para cada momento escolhi um filme. Faz anos que não releio este trabalho.

Já na faculdade, me aventurei a escrever “mais profissionalmente”, comecei a sistematizar melhor a minha cinefilia e minhas reflexões sobre o cinema. Praticamente tudo que produzi no curso de jornalismo, incluindo alguns freelas e projetos de que participei, esteve relacionado a ele. Depois eu me formei, bastante desiludida com o jornalismo, e nestes três anos de graduada, quando atuei efetivamente como jornalista, foi para falar sobre, quem diria, política – que eu adoro. Mas gosto mais de escrever sobre cinema.

Este projeto, portanto, existe para que eu possa escrever e levar adiante minhas reflexões sobre isto que amo tanto. Não tem nenhuma pretensão maior. Mas havia o desejo (um pouco inspirado por uma postagem recente no blog do crítico, e meu professor, Sérgio Alpendre) de poder falar sobre todo o cinema até hoje. Sem compromisso noticioso algum com pautas, ganchos, lançamentos, prazos, etc. Atenção para o fato de que se trata de um desejo, mais do que ambição: não tenho aqui a pretensão de dar conta da(s) história(s) do cinema, mas de transitar por ela(s), conforme o meu desejo.

Nada mais natural do que eleger o amor, ou os filmes de amor, como primeiro tema do projeto. Se der certo, quem sabe, tenho mais milhares de ideias para escrever sobre conjuntos de 10 filmes… Este projeto é nada mais do que um top 10, só que sem o top – sem hierarquia. A cada domingo eu publicarei um texto sobre um dos meus 10 filmes de amor favoritos (e minha lista completa de filmes de amor favoritos deve ter mais de 100 filmes). Filmes de qualquer época, qualquer gênero, filmes em cujo interesse eu acredito.

Na maior parte das vezes devo respeitar esta minha proposta de sempre falar e refletir o filme escolhido, em outras talvez eu só fale de amor. Não me propus nada mais preciso do que isso. Se tiverem o desejo e o interesse de me acompanhar, fiquem a vontade – e eu ficarei muito feliz!

Ao terminar esse texto, e começar o projeto, deixo de ser jornalista por alguns instantes, para ser somente cinéfila e exercer meu direito (e quem sabe a arte, como escreveu o Jean Douchet) de amar o cinema.

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